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SOB INVESTIGAÇÃO

Quem matou Leôncio? Três meses após morte de elefante-marinho, autores do crime seguem sem identificação

Animal foi brutalmente atacado enquanto descansava no litoral de Alagoas; caso é investigado pela Polícia Federal e pelo MPF

Eduarda Nascimento

Três meses após a morte do elefante-marinho Leôncio, o crime que repercutiu em todo o país ainda segue sem resposta. Os responsáveis pela morte do animal continuam sem identificação, enquanto as investigações permanecem sob responsabilidade da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF).

Leôncio apareceu no litoral alagoano no início de março de 2026 e rapidamente conquistou a população. Com cerca de meia tonelada e mais de dois metros de comprimento, o elefante-marinho percorreu diversas praias entre Maceió e municípios do litoral norte, sendo acompanhado por equipes do Instituto Biota de Conservação, biólogos e órgãos ambientais.

Durante o período em que permaneceu em Alagoas, o animal passava pelo processo natural de troca de pelagem, quando é comum que a espécie permaneça descansando na faixa de areia. Mesmo assim, Leôncio foi alvo de constantes aproximações e perturbações por parte de curiosos, o que levou os órgãos ambientais a reforçarem os alertas para que seu espaço fosse respeitado.

No dia 27 de março, Leôncio desapareceu. Após dias de buscas, o corpo do animal foi encontrado em 31 de março, na praia de Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia.

A necropsia revelou um cenário de extrema crueldade. Segundo o Instituto Biota, Leôncio morreu em decorrência de um grave traumatismo craniofacial e apresentava diversos cortes profundos provocados por instrumento cortante. O laudo pericial apontou que as agressões foram realizadas enquanto o animal ainda estava vivo, descartando qualquer hipótese de morte natural ou acidental.

O caso passou a ser tratado como crime ambiental e mobilizou autoridades federais. Apesar da repercussão nacional e da comoção provocada pela morte do animal, até o momento ninguém foi preso ou identificado.

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