Moraes dá 15 dias à PGR para se manifestar se Flávio Bolsonaro caluniou Lula ao associa-lo a crimes de tráfico internacional
a Polícia Federal afirma que Flávio Bolsonaro imputou falsamente ao presidente a prática de crimes previstos na legislação brasileira, caracterizando, em tese, o delito de calúnia.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o inquérito que investiga o senador Flávio Bolsonaro (PL) por suposto crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A PGR terá 15 dias para se manifestar sobre a conclusão das investigações.
A investigação da Polícia Federal concluiu que o senador cometeu o crime de calúnia ao publicar, em 3 de janeiro, uma mensagem nas redes sociais atribuindo a Lula suposto envolvimento com tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas, ditaduras e fraudes eleitorais.
No relatório, a Polícia Federal afirma que Flávio Bolsonaro imputou falsamente ao presidente a prática de crimes previstos na legislação brasileira, caracterizando, em tese, o delito de calúnia.
Com o envio do caso à PGR, caberá ao órgão decidir se apresenta denúncia ao STF, solicita novas diligências ou pede o arquivamento da investigação.