Defesa nega falta grave e pede continuidade de domiciliar para Bolsonaro
Advogados dizem que pistola era registrada, já estava na casa e não havia ordem de apreensão.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que seja afastada a possibilidade de reconhecimento de falta grave pela posse de uma pistola Glock calibre 9mm apreendida em Brasília. Os advogados também solicitaram a manutenção da prisão domiciliar humanitária, já concedida ao ex-presidente.
No pedido apresentado neste sábado (27), a defesa argumenta que a arma era de posse legal, estava inoperante e já pertencia a Bolsonaro antes da condenação por tentativa de golpe. Segundo os advogados, não havia ordem judicial que determinasse a entrega do armamento às autoridades.
A equipe jurídica sustenta ainda que não houve má-fé, alegando que a pistola teria sido retirada da residência apenas para manutenção por um servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) autorizado. O caso foi citado em resposta ao prazo aberto por Moraes para manifestação da defesa e da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre possível falta grave.
A arma foi encontrada em 15 de junho em um veículo conduzido por um militar que integra a segurança de Bolsonaro, que afirmou à polícia que o objeto pertencia ao ex-presidente e foi levado para conserto. Em depoimento, Bolsonaro confirmou a posse e justificou que mantinha o armamento em casa por motivos de segurança familiar.