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JUSTIÇA

MP denuncia policial civil por execução de colegas dentro de viatura e pede julgamento por duplo homicídio

Promotoria afirma que vítimas foram mortas de forma "traiçoeira, covarde e de surpresa" e solicita novas diligências para apurar a motivação do crime

Eduarda Nascimento

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) denunciou, nesta quinta-feira (25), o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho pelo assassinato dos agentes Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira, mortos dentro de uma viatura da Polícia Civil, em Delmiro Gouveia, na madrugada de 20 de maio.

Na denúncia, o promotor Dênis Guimarães de Oliveira afirma que as provas periciais demonstram que o crime foi cometido "de forma traiçoeira, covarde e de surpresa", sem qualquer possibilidade de defesa das vítimas. Segundo o MP, Denivaldo foi atingido por um disparo na nuca, enquanto Yago, que dirigia a viatura, ainda tentou se proteger, mas foi baleado na cabeça.

O órgão sustenta que os policiais foram executados enquanto a viatura ainda estava em movimento e que o veículo só parou após o motorista ser atingido pelos disparos. Após o crime, o acusado teria deixado o local caminhando e escondido a arma ao chegar à casa da companheira.

Com base nos laudos balístico, cadavérico e de alcoolemia, o Ministério Público pede que o policial seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri por dois homicídios qualificados. A denúncia também destaca que a ingestão de bebida alcoólica não afasta a responsabilidade criminal do acusado.

Além da ação penal, o MP requereu novas diligências para aprofundar a investigação da motivação, incluindo a quebra do sigilo bancário e financeiro do denunciado para verificar eventual movimentação atípica que possa ter relação com o duplo homicídio.

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