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Arrecadação federal atinge recorde de R$ 266,8 bilhões em maio, diz Receita

Arthur Vieira

A arrecadação federal alcançou R$ 266,8 bilhões em maio de 2026, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (23). O resultado representa alta real de 10,69% em relação ao mesmo período de 2025 e é o maior valor registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a União arrecadou R$ 1,32 trilhão, também o maior resultado da série para o período. O valor supera os R$ 1,19 trilhão registrados entre janeiro e maio do ano passado, com crescimento de aproximadamente 11%.

O desempenho da arrecadação é considerado estratégico pelo governo federal para o cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê superávit primário de R$ 34 bilhões, equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

Apesar do aumento das receitas, o governo enfrenta dificuldades para equilibrar as contas públicas. Em maio, o Ministério da Fazenda ampliou para R$ 23,7 bilhões o bloqueio de recursos do Orçamento, medida adotada quando as projeções de despesas ultrapassam o limite estabelecido.

Entre os fatores que pressionaram os gastos estão o aumento de R$ 14,1 bilhões na previsão de despesas com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de R$ 11 bilhões nas projeções para a Previdência Social.

Segundo a Receita Federal, o crescimento da arrecadação foi impulsionado principalmente pelo aumento do recolhimento de PIS/Cofins, com destaque para o setor de serviços, e pela alta na arrecadação ligada ao setor de petróleo e gás.

A receita obtida com a extração de petróleo e gás natural chegou a R$ 50,6 bilhões em 2026, até o momento. No mesmo período do ano anterior, o valor era de R$ 13,1 bilhões, resultado influenciado pela valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio.

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