O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre a apreensão de uma pistola encontrada com um de seus seguranças durante uma blitz em Taguatinga. Segundo a defesa, Bolsonaro afirmou que não teve a intenção de descumprir nenhuma norma e explicou que entregou a arma ao militar para que ela fosse consertada após apresentar defeito.
De acordo com o advogado Paulo Cunha Bueno, o episódio não possui relevância criminal. A defesa ressaltou que a pistola, uma Glock 9 mm, pertence ao ex-presidente, está regularmente registrada e não houve qualquer determinação judicial para cancelamento do registro, motivo pelo qual o armamento deveria permanecer em sua residência.
A arma foi apreendida em 15 de junho, juntamente com um carregador sobressalente. Ao solicitar esclarecimentos, o ministro Alexandre de Moraes questionou por que o reparo foi solicitado próximo ao fim do período de prisão domiciliar humanitária concedido a Bolsonaro. Moraes deverá decidir nesta quinta-feira (25) se a medida será mantida. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar temporária desde março, após condenação no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.