Amado Batista e condenado após criança de 3 anos morrer afogada em fazenda
O cantor Amado Batista foi condenado pela Justiça de Goianápolis (GO) a indenizar em R$ 453 mil os pais de uma criança que morreu afogada em uma fazenda de sua propriedade, em 2022. Na época do acidente, o casal trabalhava como caseiro no local e afirmou que o filho faleceu cerca de um mês após a contratação. Os pais alegaram que houve falha no atendimento prestado após o afogamento, pois a criança teria sido levada pelo gerente da fazenda para um hospital em Terezópolis de Goiás, considerado por eles mais distante e com menos recursos do que unidades de saúde em Goiânia.
Além da indenização por danos morais, a decisão judicial determina que o artista pague uma pensão mensal aos pais da vítima. O valor corresponde a dois terços de 70% do salário mínimo e deverá ser pago desde a data em que a criança completaria 14 anos até quando completaria 25 anos. Na sentença, o magistrado destacou que a perda de um filho representa “a mais profunda dor que um ser humano pode suportar”, caracterizando dano moral que dispensa comprovação específica.
Em nota enviada ao g1, o advogado de Amado Batista, Ildebrando Loures de Mendonça, informou que a defesa reconhece a gravidade da tragédia, mas recorrerá da decisão às instâncias superiores. Segundo ele, houve cerceamento de defesa porque a Justiça negou a realização de uma perícia técnica que poderia demonstrar as condições de segurança da fazenda. “As considerações possuem caráter exclusivamente técnico-jurídico e não pretendem, de qualquer modo, diminuir o sofrimento decorrente da perda de uma criança”, afirmou. A defesa também sustentou que a prova pericial era essencial para garantir o contraditório e a ampla defesa.