Moraes autoriza depoimento de Bolsonaro após arma registrada em seu nome ser apreendida em blitz
Polícia Civil havia solicitado que depoimento fosse realizado de forma remota, mas ministro determinou que acontecesse de forma presencial
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (19) que a Polícia Civil do Distrito Federal colha o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que investiga a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome. A pistola foi encontrada durante uma blitz no veículo de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) responsável pela segurança do ex-presidente.
Inicialmente, a Polícia Civil havia solicitado que o depoimento fosse realizado por videoconferência, mas Moraes determinou que a oitiva ocorra presencialmente, na próxima terça-feira (23), no condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Segundo o ministro, a medida se justifica pelas restrições impostas ao ex-presidente quanto ao uso de meios eletrônicos de comunicação. O ofício encaminhado ao STF também relata que uma tentativa anterior de intimação pessoal não pôde ser concluída.
Em manifestação enviada ao Supremo, a defesa de Bolsonaro admitiu que a arma permanecia em sua residência, mas afirmou que ela havia sido tornada inoperante pela equipe de segurança sem o conhecimento do ex-presidente. Os advogados sustentam que o armamento estava regularmente registrado e que foi entregue a um sargento do Exército apenas para identificar uma falha mecânica. Bolsonaro cumpre atualmente pena em regime de prisão domiciliar humanitária temporária após condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado investigada pelo STF.