Alcolumbre defende Jaques Wagner após operação da PF: "Ninguém pode ser condenado antecipadamente"
Alcolumbre também enfatizou a importância do cargo ocupado por Wagner como líder do governo federal no Senado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), saiu em defesa da presunção de inocência após a operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Durante pronunciamento nesta quinta-feira (18), Alcolumbre afirmou que todos os cidadãos podem ser investigados, mas ressaltou que ninguém deve ser considerado culpado antes da conclusão do processo judicial.
Ao comentar a ação da PF, o presidente da Casa destacou a trajetória política de Jaques Wagner e lembrou que o senador foi eleito pelo voto popular para representar a Bahia no Congresso Nacional. Alcolumbre também enfatizou a importância do cargo ocupado por Wagner como líder do governo federal no Senado.
"Todos nesse país têm que ter a presunção da inocência", declarou o senador, acrescentando que a garantia vale independentemente da filiação partidária. Segundo ele, o princípio deve ser respeitado tanto para parlamentares do PT quanto do PL, em referência ao atual cenário de polarização política.
Jaques Wagner foi alvo de mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal apura possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O senador nega qualquer irregularidade e recebeu manifestações de apoio de integrantes do governo e do Partido dos Trabalhadores.