Arma de Bolsonaro apreendida em blitz pode impedir prorrogação da prisão domiciliar
Segundo relato apresentado à polícia, a pistola estava sendo levada para manutenção após apresentar defeito e seria devolvida ao ex-presidente no dia seguinte.
A apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma blitz da Polícia Militar no Distrito Federal, na noite de segunda-feira (15), pode dificultar uma eventual prorrogação de sua prisão domiciliar humanitária. O prazo da medida termina no próximo dia 25, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vinha avaliando a possibilidade de renová-la por mais 90 dias.
A arma foi encontrada com o militar Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança de Bolsonaro. Segundo relato apresentado à polícia, a pistola estava sendo levada para manutenção após apresentar defeito e seria devolvida ao ex-presidente no dia seguinte.
Diante do episódio, Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro apresente esclarecimentos em até 24 horas. O ministro questionou por que o armamento foi encaminhado para reparo às vésperas do encerramento do período de prisão domiciliar e indicou preocupação com possíveis descumprimentos das condições impostas pela Justiça.
Outro ponto levantado pelo magistrado é que a arma foi localizada a cerca de 33 quilômetros da residência de Bolsonaro, apesar da existência de procedimentos de fiscalização sobre veículos que deixam o local. Em resposta ao STF, a Polícia Militar informou que realiza vistorias nos carros que saem da garagem da residência, mas que os veículos utilizados pelos seguranças permanecem estacionados em via pública e, por isso, não são submetidos às inspeções.