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Pai é demitido após faltar ao trabalho para acompanhar filho recém-nascido internado na UTI

Felipe Guimarães afirmou que não se arrepende de ter priorizado o filho, que passou mais de quatro meses internado após nascer com uma doença genética rara

Rhuan Leite

O carioca Felipe Guimarães afirmou que foi demitido após faltar ao trabalho para acompanhar o filho recém-nascido durante um longo período de internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O bebê, Lohan, nasceu em fevereiro deste ano com epidermólise bolhosa, uma doença genética rara que provoca extrema fragilidade na pele e exige cuidados constantes.

Segundo Felipe, o problema foi identificado logo após o parto. “Quando ele nasceu, ele não chorou. Nasceu com umas lesões e precisou ir direto para a UTI”, relatou. O recém-nascido precisou ser entubado, recebeu alimentação por sonda e enfrentou diversas infecções durante os primeiros meses de vida. Como a esposa se recuperava de uma cesariana e não conseguia visitar o filho diariamente, ele decidiu permanecer ao lado do bebê no hospital.

Felipe contou que apresentava declarações médicas para justificar as ausências, mas acabou desligado da empresa. “Fiquei com vergonha de mim mesmo por ter perdido um emprego sabendo que dali para frente o meu gasto seria muito grande por conta da patologia do Lohan”, disse. Apesar da situação, ele afirmou não se arrepender da decisão. “Tenho a plena certeza de que fiz o certo, minha família em primeiro lugar”, destacou.

Após quatro meses e dois dias internado, Lohan recebeu alta. No entanto, a família passou a enfrentar dificuldades financeiras. Segundo Felipe, uma caixa de curativos específicos utilizados no tratamento custa cerca de R$ 1.900 e o bebê também necessita de alimentação especial. Sem renda fixa, ele e a esposa passaram a morar com a sogra e criaram uma vaquinha para ajudar nas despesas do tratamento.

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