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Após dez meses internado Jovem morre por intoxicação por metanol

Arthur Vieira

O jovem Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, morreu após passar cerca de dez meses enfrentando as sequelas provocadas por uma intoxicação por metanol. Morador de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, ele foi sepultado nesta segunda-feira (15). A causa oficial da morte ainda será confirmada por laudo pericial, que deverá apontar se o óbito tem relação direta com o caso de intoxicação registrado em 2025.

Guilherme foi internado em 16 de agosto do ano passado no Hospital Municipal M’Boi Mirim, após consumir doses de gin adquiridas em uma adega próxima de sua residência. Inicialmente, os sintomas foram confundidos com uma ressaca comum, mas seu estado de saúde se agravou rapidamente.

Durante a internação, o jovem sofreu diversas paradas cardíacas, precisou ser entubado e permaneceu por longo período sob cuidados intensivos. As complicações deixaram sequelas severas, incluindo limitações motoras que o levaram a utilizar cadeira de rodas.

Ao longo do tratamento, familiares criaram o perfil “Cura do Metanol” nas redes sociais para compartilhar a evolução clínica de Guilherme e arrecadar recursos destinados ao custeio de terapias e sessões de fisioterapia.

A morte foi comunicada pela família na última terça-feira (16), por meio de uma publicação nas redes sociais. Em nota, parentes agradeceram o apoio recebido durante todo o período de recuperação.

“Muito obrigado a todos que contribuíram, enviaram mensagens de apoio e estiveram ao nosso lado durante essa caminhada. Nosso luto será eterno, mas ficam as lembranças”, afirmou a família.

A Prefeitura de Itapecerica da Serra informou que aguarda os resultados dos exames periciais para confirmar a causa da morte e verificar eventual vínculo com a intoxicação sofrida pelo jovem.

O caso integra uma série de ocorrências relacionadas ao consumo de bebidas adulteradas com metanol registradas em São Paulo em 2025. Segundo dados das autoridades, ao menos oito pessoas morreram no estado em decorrência da substância.

A crise levou à prisão de 51 pessoas suspeitas de participação na fabricação e comercialização de bebidas adulteradas. Durante as operações, foram apreendidas mais de 21 mil garrafas, 121 mil recipientes vazios, além de insumos e centenas de milhares de rótulos utilizados no esquema ilegal.

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