Logo
Dólar 5,10
Euro 5,92
Céu limpo Maceió: 26º
Geral
TRAGÉDIA

Morte em salto sem corda em SP: grupo iria faturar mais de R$ 15 mil no dia

Marianna Carvalho

A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), revelou que o evento tinha caráter comercial e poderia arrecadar mais de R$ 15 mil em um único dia. A empresa responsável, Entre Cordas, cobrava R$ 180 por salto e R$ 110 adicionais por gravações com câmera, planejando realizar entre 80 e 100 saltos. Apesar da atividade movimentar valores significativos e ser amplamente divulgada nas redes sociais, os organizadores admitiram não possuir CNPJ, alvará ou autorização formal para atuar no local.

Em depoimento à Polícia Civil, os responsáveis afirmaram que o rope jump não possui regulamentação específica no Brasil e que a operação dependia da experiência da equipe. Segundo eles, todos os saltos anteriores ocorreram sem problemas e os equipamentos utilizados tinham capacidade para suportar cargas muito superiores ao peso dos participantes. No entanto, os instrutores disseram não conseguir explicar como a vítima foi lançada sem estar conectada ao sistema de segurança.

As apurações indicam que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” naquele dia. Imagens e relatos de testemunhas confirmaram que ela caiu de aproximadamente 30 metros sem qualquer ligação à corda de proteção. Para a delegada responsável pelo caso, os envolvidos assumiram o risco ao deixar de adotar medidas essenciais de segurança em uma atividade de alto risco. A Justiça converteu as prisões em flagrante dos responsáveis em preventivas, e o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Receba notícias em seu WhatsApp
Participe da nossa comunidade