Justiça revoga prisão de jornalista perseguido por Zambelli após vaquinha arrecadar R$ 42 mil
Decisão foi tomada após reconhecimento do cumprimento das obrigações impostas em uma condenação por difamação
A Justiça de São Paulo revogou nessa segunda-feira (15) a ordem de prisão contra o jornalista Luan Araújo, que ganhou notoriedade após ser perseguido armada pela então deputada federal Carla Zambelli (PL) às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, na capital paulista. A decisão foi tomada após o reconhecimento do cumprimento integral das obrigações impostas em uma condenação por difamação.
Araújo havia sido condenado por publicar um texto crítico sobre o episódio envolvendo Zambelli e precisava quitar uma multa de R$ 2.216,30. Segundo a defesa, o atraso no pagamento ocorreu por dificuldades financeiras. Diante da inadimplência, a Justiça chegou a determinar sua prisão, medida que gerou repercussão e mobilizou amigos, familiares e apoiadores.
Por meio de uma campanha de arrecadação virtual, foram reunidos quase R$ 42 mil, valor que permitiu a regularização dos débitos e levou a defesa a pedir a revogação da ordem de prisão. Ao analisar o caso, o juiz José Fernando Steinberg, da Vara do Juizado Especial Criminal da Barra Funda, declarou extinta a pena e considerou cumpridas todas as exigências judiciais.
O caso volta a chamar atenção por envolver os mesmos fatos que resultaram na condenação de Carla Zambelli a cinco anos e três meses de prisão, em regime semiaberto, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A decisão favorável a Araújo encerra mais um capítulo judicial de um dos episódios políticos mais marcantes das eleições de 2022.