Futura/Apex: para 71,5%, áudio com Vorcaro não altera percepção sobre Flávio
Levantamento nacional mostra que maioria dos eleitores afirma não ter mudado de opinião após divulgação de conversas entre senador e ex-banqueiro; pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre 15 e 20 de maio
A divulgação de áudios e mensagens envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não provocou mudança de percepção para a maior parte do eleitorado brasileiro. É o que aponta pesquisa Futura/Apex divulgada nesta sexta-feira (22).
Segundo o levantamento, 71,5% dos entrevistados afirmaram que o episódio não alterou sua opinião sobre Flávio. Já 18,7% disseram ter passado a ter uma visão mais negativa do senador, enquanto 6,4% relataram impacto positivo. Outros 3,4% não souberam ou preferiram não responder.
As conversas vieram a público após reportagens revelarem negociações relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018. Nos diálogos, Flávio menciona dificuldades financeiras ligadas ao projeto. O aporte discutido chegaria a US$ 24 milhões, o equivalente a cerca de R$ 134 milhões.
A pesquisa também avaliou se o caso influenciou a disposição do eleitor em buscar alternativas fora da polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro. Para 65,8%, o episódio não altera a intenção de voto. Outros 12,7% afirmaram que aumentou muito a vontade de apoiar outro nome, enquanto 10,4% disseram que isso ocorreu de forma parcial. Já 4,2% relataram redução nessa intenção e 6,9% se declararam indecisos.
Questionados sobre quem mais teria sido beneficiado politicamente com a repercussão do caso, 55,6% apontaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 26,4% não souberam responder. Michelle Bolsonaro (PL) aparece com 1,8%; Romeu Zema registra 1,6%; Ronaldo Caiado soma 0,7%; Renan Santos tem 0,4%; e Cabo Daciolo não pontuou.
O instituto entrevistou 2 mil eleitores em 878 municípios entre os dias 15 e 20 de maio, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06529/2026.