Investigação aponta que Deolane Bezerra abriu 35 empresas fantasmas para lavagem de dinheiro
As investigações da Operação Vérnix apontam que a influenciadora Deolane Bezerra teria aberto cerca de 35 empresas fantasmas registradas no mesmo endereço para movimentar recursos investigados por lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo (MPSP), as empresas seriam utilizadas para dar aparência de legalidade a valores considerados ilícitos, inserindo os recursos na economia formal por meio de contas bancárias e operações financeiras.
De acordo com os investigadores, Deolane aparece como figura central na estrutura financeira apurada pela operação. A polícia afirma que foram identificadas movimentações consideradas incompatíveis com o patrimônio declarado pela influenciadora.
As apurações também indicam que a influenciadora mantinha relações pessoais e empresariais com investigados apontados como operadores financeiros do esquema. Entre eles está Everton de Souza, conhecido pelo apelido de “Player”, citado nos registros da investigação como responsável por orientar depósitos destinados às contas ligadas a Deolane.
Outro elemento utilizado pela polícia nas investigações foi a análise de um celular apreendido em operação anterior, onde teriam sido encontrados comprovantes e informações relacionadas às movimentações financeiras investigadas.
A Operação Vérnix também teve como alvo Marcos Camacho, familiares do investigado e outros suspeitos ligados ao suposto esquema criminoso.
A defesa de Deolane Bezerra nega irregularidades e afirma que a influenciadora é alvo de perseguição.