Flávio volta a defender CPMI do Banco Master e quer Vorcaro explicando relação com políticos e ministros
O senador Flávio Bolsonaro voltou a defender, nesta quinta-feira, a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master e afirmou que quer o banqueiro Daniel Vorcaro prestando esclarecimentos ao Congresso sobre sua relação com integrantes dos Três Poderes.
A declaração foi feita durante sessão conjunta do Congresso Nacional convocada para analisar vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026.
“Quero Daniel Vorcaro e Augusto Lima sentados naquela CPMI explicando qual era a relação deles com Flávio Bolsonaro, com Lula e com Alexandre de Moraes. Porque eu não tenho nada a temer e nada a esconder”, afirmou o senador durante o discurso.
A defesa pública da CPMI passou a ser uma das principais estratégias adotadas por Flávio após a divulgação de áudios e mensagens envolvendo tratativas para financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a campanha presidencial de 2018 do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o parlamentar, a comissão seria necessária para esclarecer suspeitas envolvendo o banco e identificar eventuais responsabilidades.
“É mais urgente do que nunca a CPMI do Banco Master. Quero Vorcaro explicando a relação que mantinha com ministros, parlamentares, integrantes do Judiciário e demais envolvidos”, declarou.
Durante a fala, Flávio também citou episódios de corrupção associados ao PT e afirmou que haveria resistência à abertura da investigação no Congresso.
Do outro lado, parlamentares governistas passaram a associar o caso ao entorno político bolsonarista e adotaram a expressão “BolsoMaster” para se referir ao episódio. Na mesma sessão, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, declarou apoio à apuração das suspeitas envolvendo o banco.
A crise ganhou força após reportagens apontarem conversas entre Flávio e Vorcaro sobre apoio financeiro ao filme “Dark Horse”. Nas gravações divulgadas, o senador menciona dificuldades para cumprir compromissos ligados à produção, incluindo pagamentos envolvendo o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh.
Reportagens posteriores também indicaram participação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro em estruturas relacionadas ao financiamento do projeto, além de discussões sobre envio de recursos aos Estados Unidos.
Diante do aumento da pressão política, Flávio anunciou que solicitou prestação de contas detalhada da produtora responsável e do fundo ligado ao financiamento do longa, enquanto reforça a defesa da instalação da CPMI no Congresso.