'Troca de bilhetes' em presídio deu início à operação que prendeu Deolane Bezerra
Investigação começou em 2019 após apreensão de manuscritos ligados ao PCC
A operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra começou a partir da apreensão de bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau, em São Paulo.
Segundo a investigação da Polícia Civil e do Ministério Público, os manuscritos foram encontrados em 2019 e continham informações sobre a atuação do PCC, além de possíveis ataques contra agentes públicos.
Durante a análise do material, investigadores identificaram referências a uma “mulher da transportadora”, ligada a levantamentos de endereços de servidores públicos para auxiliar ações da facção.
A partir disso, a polícia chegou a uma transportadora apontada como empresa usada para lavagem de dinheiro do PCC.
Com o avanço das investigações, novas mensagens e movimentações financeiras passaram a citar Deolane Bezerra, que virou alvo da Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21).
Segundo os investigadores, a apuração identificou movimentações milionárias, empresas de fachada e transações consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados.
A Justiça também determinou bloqueio de bens e valores milionários ligados aos alvos da operação.