Presidente do Banco Central diz que Master era banco de “terceira divisão” e afirma não ter riscos para o sistema financeiro
Galípolo afirmou que o banco é de pequeno porte dentro do sistema financeiro nacional e não representa risco sistêmico para a economia brasileira.
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, comentou nesta terça-feira (19) a situação do Banco Master durante sessão no Senado Federal. Ao falar sobre a instituição, Galípolo afirmou que o banco é de pequeno porte dentro do sistema financeiro nacional e não representa risco sistêmico para a economia brasileira.
Durante a declaração, o presidente do Banco Central classificou o Banco Master como um “banco S3”, comparando a instituição à “terceira divisão do futebol” no sistema financeiro. Segundo ele, o banco representa menos de meio por cento do mercado e o principal questionamento não seria um possível impacto financeiro, mas “o que se fazia com o dinheiro que estava no Banco Master”.
As declarações acontecem em meio às investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025 pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar para o exterior. Após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ele foi solto com medidas restritivas, como uso de tornozeleira eletrônica.
Em março de 2026, Daniel Vorcaro voltou a ser preso por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, sob alegação de risco de interferência nas investigações. Gabriel Galípolo afirmou ainda que o Banco Central abriu auditoria e sindicância internas para apurar possíveis irregularidades, afastando dois servidores identificados nas investigações e encaminhando os casos à Controladoria-Geral da União e à Polícia Federal.