Justiça torna dois réus por assassinato de Joba; participação de ex-noiva da vítima é descartada
A Justiça de Alagoas tornou réus Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque e Symeone Batista dos Santos pelo assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, morto a tiros no dia 23 de janeiro deste ano, no bairro Santa Lúcia, em Maceió.
A principal novidade do caso é que a Polícia Civil descartou oficialmente qualquer participação da ex-noiva da vítima, Letícia Luzia de Oliveira Moura, no planejamento ou execução do crime, após análise de depoimentos, mensagens e quebras de sigilo.
Segundo a investigação, o homicídio teria sido motivado por ciúmes e obsessão. De acordo com o Ministério Público, Ruan não aceitava a reconciliação entre Letícia e Joba e teria articulado o assassinato da vítima.
As investigações apontam que Ruan enviou fotos de Joba aos executores e orientou a destruição de provas digitais. A polícia também identificou movimentações financeiras que ligariam o suspeito ao pagamento pela execução do crime.
Symeone Batista é apontado como um dos executores do homicídio. Os dois vão responder por homicídio qualificado por motivo torpe, mediante pagamento e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
O Ministério Público também pediu a manutenção das prisões preventivas e indenização mínima de R$ 100 mil para os familiares de Joba.