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Câncer de cabeça e pescoço cresce entre mulheres e população pobre no Brasil, aponta estudo

Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e cura

Amanda Cirilo

Um estudo publicado pela revista científica The Lancet revelou um aumento preocupante nas mortes por câncer de cabeça e pescoço entre mulheres, pessoas pardas e moradores das regiões Norte e Nordeste do Brasil. A pesquisa analisou dados de 1980 a 2023 do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e mostrou que, apesar da doença ainda atingir mais homens, o perfil dos pacientes mudou ao longo das últimas décadas.

Segundo a oncologista Ludmila Koch, as desigualdades sociais e a dificuldade de acesso à saúde ajudam a explicar o crescimento da mortalidade em regiões mais pobres. Enquanto homens brancos das regiões Sul e Sudeste tiveram redução nas mortes, o Nordeste apresentou aumento nos casos de câncer de laringe, orofaringe e cavidade oral em homens e mulheres de diferentes idades. A médica alerta que diagnósticos tardios e falta de prevenção agravam o problema.

O estudo também chama atenção para o avanço do câncer de orofaringe, relacionado ao HPV, principalmente o tipo 16. De acordo com a especialista, mudanças de comportamento ao longo dos anos podem ter contribuído para o crescimento da doença. Ela afirma ainda que a ideia de que esse tipo de câncer atinge apenas “homens fumantes” pode atrasar o diagnóstico em mulheres e em grupos mais vulneráveis.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço orienta que qualquer sintoma persistente deve ser investigado. Entre os sinais de alerta estão feridas na boca que não cicatrizam, caroços no pescoço, rouquidão por mais de duas semanas, dificuldade para engolir, dor constante na garganta e perda de peso sem explicação. Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e cura.


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