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Há 10 anos, Senado aprovava abertura do impeachment de Dilma Rousseff

Votação histórica afastou a petista do cargo e levou Michel Temer à Presidência da República de forma interina

Arthur Vieira

O Senado Federal aprovava há exatos dez anos, nas primeiras horas de 12 de maio de 2016, a abertura do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). A decisão marcou um dos momentos mais turbulentos da política brasileira recente e resultou no afastamento imediato da petista da Presidência da República.

A sessão começou na manhã do dia 11 de maio e se estendeu por mais de 20 horas. Ao final, 55 senadores votaram a favor da admissibilidade do processo, enquanto 22 se posicionaram contra. Dos 81 parlamentares da Casa, 78 participaram da votação.

O Senado analisava a confirmação da decisão já aprovada pela Câmara dos Deputados semanas antes, quando os deputados autorizaram a abertura do processo por crime de responsabilidade. A acusação contra Dilma se baseava nas chamadas “pedaladas fiscais”, manobras contábeis relacionadas ao atraso de repasses do governo federal a bancos públicos para melhorar artificialmente os resultados fiscais.

Durante a sessão, cada senador teve direito a discursar por até 15 minutos. A defesa da então presidente foi feita pelo advogado-geral da União à época, José Eduardo Cardozo, que classificou Dilma como “honesta” e afirmou que não havia crime que justificasse o afastamento.

O então PMDB, atual MDB, partido do vice-presidente Michel Temer, concentrou o maior número de votos favoráveis ao impeachment. Já o PT liderou os votos contrários. A relação entre Dilma e Temer já estava desgastada havia meses, especialmente após a divulgação de uma carta pública em que o vice-presidente afirmava ser tratado como um “vice decorativo”.

Com a aprovação da admissibilidade do processo, Michel Temer assumiu interinamente a Presidência da República no mesmo dia. Em pronunciamento no Palácio do Planalto, Dilma negou ter cometido crimes e afirmou que sofria uma injustiça política.

O impeachment foi concluído em 31 de agosto de 2016, quando o Senado confirmou a cassação do mandato da petista. Apesar da perda do cargo, Dilma manteve os direitos políticos. Anos depois, assumiu a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, ligado ao Brics, enquanto a ação de improbidade relacionada às pedaladas fiscais acabou arquivada pela Justiça Federal.


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