Lula lança plano de R$ 11 bilhões para combater facções no último ano de governo
Programa federal aposta em inteligência, sistema prisional e combate financeiro ao crime organizado às vésperas da eleição de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança nesta semana o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, pacote de segurança pública que prevê investimento de R$ 11,1 bilhões em ações de enfrentamento às facções criminosas, fortalecimento das fronteiras e modernização das forças de investigação. A iniciativa chega no último ano do mandato e em meio ao avanço da segurança pública como um dos principais temas da disputa eleitoral de 2026.
O plano será apresentado no Palácio do Planalto ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Do total anunciado, R$ 968,2 milhões serão destinados em aportes diretos, enquanto R$ 10 bilhões serão liberados por meio de financiamentos para estados e municípios através do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS).
A estratégia do governo federal é focar na desarticulação econômica das organizações criminosas, ampliando mecanismos de rastreamento financeiro, apreensão de patrimônio e integração entre órgãos de inteligência. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o objetivo é “enfraquecer o potencial financeiro do crime organizado” e destacou a cooperação internacional no combate ao tráfico de drogas e armas.
O programa será dividido em quatro eixos. O primeiro prevê R$ 302,2 milhões para ações de combate à lavagem de dinheiro e fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), incluindo a criação de uma unidade nacional para operações interestaduais. Outro foco será o sistema prisional, que receberá R$ 324,1 milhões para bloqueadores de sinal, reforço em unidades de segurança máxima e ampliação da inteligência penal.
Também estão previstos R$ 196,7 milhões para aumentar a capacidade de investigação de homicídios, com investimentos em perícia, bancos genéticos e integração balística. Já o combate ao tráfico de armas contará com R$ 145,2 milhões para ações em fronteiras, rastreamento de armamentos e fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (Sinarm).