Padilha nega perseguição à Ypê e acusa direita de politizar decisão da Anvisa
Ministro da Saúde afirmou que suspensão de produtos ocorreu por risco sanitário
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), rebateu nesta segunda-feira (11) a mobilização de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em defesa da marca Ypê após a suspensão de lotes de produtos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segundo Padilha, vídeos divulgados nas redes sociais tentam transformar uma decisão técnica em “disputa política”.
De acordo com o ministro, a medida atingiu detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes produzidos pela Química Amapo após inspeções identificarem falhas nos controles de qualidade e risco de contaminação microbiológica. “Tivemos no fim de semana uma enxurrada de vídeos irresponsáveis que desinformam a população”, afirmou.
Padilha destacou ainda que o diretor responsável pelo setor da Anvisa foi indicado durante o governo Bolsonaro. O ministro também afirmou que a própria empresa já havia identificado, no fim do ano passado, a presença de bactéria em um dos lotes analisados. Segundo ele, a suspensão ocorreu após quatro dias de avaliação técnica realizada pela Anvisa e órgãos de vigilância sanitária de São Paulo.
A mobilização nas redes sociais ganhou força após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicar uma foto de um detergente da marca com a legenda “Dia lindo”. Durante a coletiva, Padilha alertou para os riscos da desinformação envolvendo produtos de limpeza e afirmou que atitudes desse tipo colocam a saúde da população em risco e reforçou: "Não sejam irresponsáveis com a saúde das pessoas, como vários de vocês foram durante a pandemia”.