PT prepara estratégia contra desinformação eleitora, mas IA e composição do TSE preocupam
O PT vem montando uma estratégia para contestar no TSE conteúdos considerados desinformação contra o presidente Lula e o partido durante a campanha eleitoral de 2026. Entre os principais desafios estão o avanço da inteligência artificial, novas formas de viralização nas redes sociais e a mudança na composição do tribunal, que passará a ser presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro e visto como menos rígido no combate às fake news.
A preocupação do partido também envolve métodos usados para espalhar conteúdos políticos fora dos mecanismos oficiais das plataformas. Um exemplo é o modelo popularizado por Pablo Marçal em 2024, baseado em competições de cortes de vídeos e premiações em dinheiro para quem alcançasse mais visualizações. Apesar de o ex-candidato ter sido condenado pelo TSE e declarado inelegível, a prática dos chamados “clipadores” se expandiu e hoje é usada até por empresas para impulsionar conteúdos de forma difícil de fiscalizar.
O PT avalia que ataques semelhantes aos de 2022 devem voltar a circular, principalmente envolvendo pautas morais e falsas associações entre o partido e o crime organizado. O partido afirma já ter conseguido dezenas de decisões judiciais favoráveis para derrubar publicações consideradas falsas, incluindo conteúdos que ligavam Lula e o PT ao PCC, perseguição religiosa e manipulação das urnas. A principal ação do partido sobre desinformação nas eleições de 2022, porém, ainda aguarda julgamento no TSE.