Investigação aponta que aluno atirador sofria bullying em escola; inspetoras morreram ao proteger alunos
Caso deixou duas funcionárias mortas após ataque dentro da unidade de ensino
As investigações sobre o ataque registrado em uma escola no Acre apontam que o adolescente envolvido no caso sofria episódios constantes de bullying dentro da unidade de ensino.
Segundo relatos reunidos durante a apuração, estudantes teriam criado e compartilhado imagens ofensivas do jovem em grupos escolares, incluindo conteúdos produzidos com uso de Inteligência Artificial.
A investigação também indica que o adolescente sofria agressões frequentes dentro da escola. Testemunhas afirmam que ele era alvo de violência física recorrente, principalmente nos banheiros da instituição.
De acordo com as informações levantadas até o momento, o jovem teria pegado a arma do padrasto e ido para a escola com a intenção de atingir colegas apontados como responsáveis pelas agressões. Durante a ação, ele efetuou disparos dentro da unidade.
As inspetoras Alzenir Pereira e Raquel Sales Feitosa morreram ao tentar impedir que o adolescente chegasse às salas de aula. Conforme os relatos, as duas se colocaram nos corredores para conter o avanço do atirador e proteger os estudantes.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades.