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Guerra no oriente Médio

Irã chama proposta dos EUA de “inaceitável” e trava acordo para encerrar guerra

Arthur Vieira

O governo do Irã classificou como “inaceitáveis” pontos centrais da nova proposta apresentada pelos Estados Unidos para encerrar a guerra no Golfo, que já dura mais de dois meses. Segundo a agência iraniana Tasnim, Teerã ainda não respondeu oficialmente ao plano e avalia que o texto contém exigências incompatíveis com seus interesses estratégicos.

Fontes ligadas ao regime afirmam que a adoção de tom ameaçador por parte de Washington tende a agravar o cenário. A resistência também foi reforçada no Parlamento iraniano. O porta-voz da Comissão de Política Externa, Ebrahim Rezaei, declarou que o conteúdo divulgado pela imprensa americana “se parece mais com uma lista de desejos dos EUA do que com um acordo viável”.

O chanceler Abbas Araqchi adotou linha semelhante e afirmou que qualquer entendimento só será aceito se for “justo e abrangente”. Segundo ele, o Irã não abrirá mão de seus direitos e interesses nas negociações, sinalizando pouca disposição para concessões unilaterais.

Apesar do impasse público, interlocutores internacionais indicam que as negociações avançaram nos bastidores. Uma proposta de memorando com cerca de 14 pontos, mediada pelo Paquistão, prevê o fim formal da guerra, a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, a suspensão de sanções e limites ao programa nuclear iraniano.

O conflito, iniciado após ataques de Estados Unidos e Israel em fevereiro, mantém o estreito praticamente fechado, afetando cerca de 20% do fluxo global de petróleo. A eventual assinatura de um acordo é vista como crucial para aliviar a crise energética internacional, mas o impasse político ainda impede uma solução imediata.


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