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JUSTIÇA

Júri do caso Davi é retomado e ministério público rebate defesa: “Não sejamos ingênuos”

Promotor afirma que ausência de corpo não impede condenação e critica estratégia da defesa; pai de Davi passa mal durante sessão

Eduarda Nascimento

O julgamento do caso Davi da Silva foi retomado na manhã desta terça-feira (5) com a apresentação do Ministério Público, que reforçou a tese de acusação e rebateu argumentos da defesa. Durante sua fala, o promotor Thiago Riff destacou que o papel do MP não é apenas acusar, mas também buscar a verdade dos fatos, inclusive podendo pedir absolvição quando não há provas.

“O Ministério Público não é vilão. Já pedi absolvição, inclusive recentemente. Não estamos julgando antecedentes, mas o crime”, afirmou. Ele também mencionou o vídeo de Raniel, testemunha considerada chave no caso, e lembrou que o jovem foi morto dias após retornar ao estado.

Ao abordar a ausência do corpo de Davi, o promotor foi enfático ao criticar a possível linha de defesa. “Quando não há corpo, costumam dizer que a vítima está viva. Não sejamos ingênuos”, disse, citando casos semelhantes já julgados no país.

Durante a sessão, o pai de Davi se emocionou e precisou ser retirado do plenário após passar mal, sendo atendido por uma equipe médica.

O promotor também acusou a defesa de tentar adiar o julgamento com manobras jurídicas, alegando que houve tentativas de atrasar o processo. A defesa chegou a tentar interromper a fala, mas o juiz não permitiu a intervenção naquele momento.

O júri segue com as próximas etapas ao longo do dia.

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