Afinal, quem matou Leôncio? Um mês após morte de elefante-marinho, caso segue sem respostas
Animal foi encontrado morto com sinais de agressão em Jequiá da Praia; investigação ainda não identificou suspeitos
Um mês após a morte do elefante-marinho conhecido como “Leôncio”, o caso segue sem identificação de suspeitos. O animal foi encontrado morto no dia 31 de março de 2026, em Jequiá da Praia, no litoral sul de Alagoas.
Leôncio era um exemplar juvenil, com cerca de meia tonelada, que estava na região desde meados de março, período em que realizava a troca de pele — processo natural que o deixa mais vulnerável.
A necropsia apontou traumatismo crânio-facial grave, com fratura na face compatível com impacto por objeto contundente, o que indica possível ação humana. A hipótese de causas naturais foi descartada, e o caso passou a ser tratado como crime ambiental.
Durante os dias em que esteve na região, o animal era monitorado por equipes do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas e do Instituto Biota.
A morte gerou repercussão e mobilizou investigações por parte das autoridades, incluindo a possibilidade de atuação de órgãos federais. O caso também foi tema de audiência pública.
Mesmo com a comoção e o avanço das apurações, até o momento não há confirmação de autoria. Relatos de moradores sobre possíveis episódios de hostilização na região também foram considerados durante as investigações.
O caso segue em andamento, sem respostas definitivas sobre quem teria provocado a morte do animal.