Alcolumbre sinaliza a senadores que nova indicação ao STF só será analisada após as eleições
Decisão ocorre após a rejeição de Jorge Messias, nome indicado pelo presidente Lula
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizou a aliados que não pretende colocar em votação nenhuma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal antes das eleições presidenciais de outubro. A decisão, relatada a pelo menos três senadores, ocorre após a rejeição do nome de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com interlocutores, Alcolumbre avalia que não há sentido em analisar um novo indicado a menos de seis meses do pleito, em meio a um ambiente político altamente polarizado. A medida, na prática, pode congelar a escolha de um novo ministro do STF até a definição do cenário eleitoral, ampliando a tensão entre o Senado e o Palácio do Planalto.
A posição do presidente da Casa valeria inclusive para nomes considerados próximos, como o do senador Rodrigo Pacheco, que era visto como favorito de Alcolumbre para a vaga. Nos bastidores, a avaliação é que o momento político não favorece qualquer indicação, independentemente do perfil do candidato.
Ainda segundo relatos, a rejeição de Messias no plenário teve forte atuação da oposição, que teria garantido cerca de 30 dos 42 votos contrários. Outros 12 votos, de acordo com lideranças ouvidas, teriam sido articulados diretamente por Alcolumbre, evidenciando o peso do presidente do Senado no desfecho da votação e no futuro das indicações ao STF.