O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, usou as redes sociais para se justificar após repercussão negativa do abraço no advogado-geral da União, Jorge Messias, durante sabatina no Senado.

Em vídeo, o parlamentar afirmou que o gesto foi apenas de cordialidade e não indica mudança de posicionamento político. “Ser educado não pode ser confundido com posicionamento político. Hoje, ao cumprimentá-lo, foi um princípio de educação”, disse. Ele também garantiu que a bancada do partido votará contra a indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal.

Sóstenes acrescentou que já teve reuniões institucionais com o AGU para tratar de pautas do estado do Rio de Janeiro e de interesses da bancada, e buscou tranquilizar aliados ao reafirmar a posição contrária do partido.

A reação ocorre após críticas de setores ligados ao bolsonarismo, que questionaram a coerência do gesto. O episódio expôs tensão dentro do campo conservador, especialmente em meio à tentativa de Messias de reduzir resistências entre parlamentares, incluindo segmentos religiosos.

Evangélico, tanto Messias quanto Sóstenes dialogam com esse público, o que ampliou o impacto político do episódio. Apesar do desgaste, a posição formal do PL não foi alterada. A indicação segue o rito no Senado e precisa de ao menos 41 votos favoráveis, em votação secreta, para ser confirmada.