Kim Jong-un elogia soldados que se mataram para evitar captura na guerra da Ucrânia
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, exaltou militares norte-coreanos que teriam se suicidado em combate para não serem capturados por forças ucranianas durante a guerra ao lado da Rússia. A declaração foi feita em cerimônia oficial de homenagem aos soldados mortos no conflito.
Segundo discurso divulgado pela agência estatal do regime, Kim classificou como “heróis” os combatentes que optaram pela autodestruição em defesa da honra militar. Ele também afirmou que até mesmo aqueles que não conseguiram cumprir as ordens devem ser reconhecidos como patriotas.
Relatos de autoridades da Coreia do Sul e da Ucrânia indicam que cerca de 14 mil soldados norte-coreanos foram enviados em 2024 para apoiar a Rússia, principalmente em áreas próximas à fronteira. Mais de 6 mil teriam morrido nos combates.
Informações de inteligência apontam que militares recebem orientação para tirar a própria vida em caso de risco de captura, prática alinhada à doutrina do regime, que trata a rendição como traição. Dois soldados foram capturados com vida e estariam detidos em Kiev após tentativas frustradas de suicídio.
Além do envio de tropas, Pyongyang também tem fornecido armamentos à Rússia, incluindo munições de artilharia e mísseis, em troca de apoio econômico e tecnológico.
O envolvimento norte-coreano ocorreu no contexto da guerra iniciada após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, que ganhou novos desdobramentos com a intensificação dos combates em regiões estratégicas de fronteira e o aprofundamento da cooperação militar entre Moscou e Pyongyang.