Cármen Lúcia defende criação de "brigadas" para proteger mulheres candidatas nas eleições
Ministra do STF afirma que medida é necessária para enfrentar violência política de gênero e propõe funcionamento semelhante à Patrulha Maria da Penha
Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal, defendeu a criação de uma "brigada" para proteger candidatas mulheres durante o período eleitoral deste ano. A afirmação foi dada durante palestra em aula magna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na última (24).
Segundo a ministra, a brigada seguiria os moldes de funcionamento das Patrulhas Maria da Penha, serviço especializado das Polícias Militares e Guardas Municipais que atua na proteção imediata de mulheres em situação de violência.
Segundo Lúcia, a criação da "Patrulha Maria da Penha eleitoral" seria uma resposta para enfrentar a violência política contra candidatas mulheres, situação que afirmou ter encarado nas últimas disputas municipais. Ela também argumentou que a medida é importante para assegurar a "paz democrática".
"Se a gente não criar, teremos cada vez mais violência sendo praticada. Estou propondo até pela minha experiência como presidente do TSE nas eleições de 2024", disse.
Carmen Lúcia é a atual do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o próximo dia 12 de maio, quando transmitirá o cargo para o ministro Nunes Marques.