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Caso “Cão Orelha”: MP processa ex-chefe da Polícia Civil por improbidade

Arthur Vieira

O Ministério Público de Santa Catarina ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra o ex-delegado-geral Ulisses Gabriel, em desdobramento do caso conhecido como “Cão Orelha”. A medida inclui pedido de indenização por dano moral coletivo.

A ação foi protocolada na última segunda-feira (13) e tramita sob sigilo. O órgão não detalhou o conteúdo, mas confirmou que o processo está relacionado à atuação de Gabriel durante as investigações do caso.

O ex-delegado deixou o comando da Polícia Civil de Santa Catarina em fevereiro, sendo substituído por Marcelo Sampaio Nogueira. Em março, o Ministério Público já havia aberto inquérito para apurar possível abuso de autoridade, vazamento de informações sigilosas e eventual improbidade administrativa. Na ocasião, um pedido de afastamento foi arquivado por falta de provas.

O caso “Orelha” envolve a morte de um cão em um condomínio na Praia Brava. A investigação da Polícia Civil apontou um adolescente como autor das agressões, com pedido de internação, além do indiciamento de três pessoas por coação após ameaças a uma testemunha.

Atualmente, o Ministério Público conduz a fase final da apuração e solicitou diligências complementares, alegando lacunas no material reunido. A defesa de Ulisses Gabriel ainda não se manifestou.


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