“Pela memória de Ustra”: relembre o voto de Bolsonaro que marcou o impeachment de Dilma em 2016
Carlos Alberto Brilhante Ustra foi um coronel do Exército que chefiou o DOI-CODI em São Paulo durante o regime militar, sendo posteriormente reconhecido pela Justiça como responsável por práticas de tortura.
Dez anos após a votação do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, um dos momentos mais marcantes daquela sessão segue sendo o voto do então deputado federal Jair Bolsonaro. Na noite de 17 de abril de 2016, durante a votação na Câmara, Bolsonaro declarou seu apoio à abertura do processo com uma dedicatória que gerou forte repercussão.
Ao proferir seu voto, Bolsonaro afirmou que o fazia “pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”, a quem se referiu como “o terror de Dilma Rousseff”.
Carlos Alberto Brilhante Ustra foi um coronel do Exército que chefiou o DOI-CODI em São Paulo durante o regime militar, sendo posteriormente reconhecido pela Justiça como responsável por práticas de tortura. Dilma Rousseff, que foi presa e torturada durante esse período, sempre apontou Ustra como um de seus algozes.
Uma década depois, o episódio continua sendo lembrado como um dos mais simbólicos e controversos daquele processo, que resultou no afastamento definitivo de Dilma em agosto de 2016 e segue sendo alvo de diferentes interpretações no cenário político brasileiro.