Esperança: Jovem busca tratamento com polilaminina para reverter paraplegia após acidente
A defesa sustenta que a autorização concedida em outro caso reforça o direito de Ana Caroliny ao tratamento, mesmo ainda estando em fase experimental.
A jovem Ana Caroliny Siqueira Mendes, de 19 anos, que ficou paraplégica após um acidente envolvendo uma viatura da Polícia Civil na GO-330, em julho de 2025, entrou na Justiça para ter acesso ao tratamento experimental com polilaminina. O procedimento ganhou destaque após ser autorizado judicialmente, em Goiânia, para o delegado Leonardo Sanches, também sobrevivente da ocorrência, e passou a ser usado como precedente pela família da jovem.
A defesa sustenta que a autorização concedida em outro caso reforça o direito de Ana Caroliny ao tratamento, mesmo ainda estando em fase experimental. A expectativa é de que a decisão judicial considere o princípio da isonomia diante de situações semelhantes.
Desde o acidente, a rotina da jovem foi profundamente alterada. Segundo a família, a paraplegia trouxe limitações severas, afetando sua autonomia e causando dores e espasmos constantes. Antes da ocorrência, Ana Caroliny atuava como estagiária na área do Direito e seguia para uma oitiva no momento do acidente, tendo o contrato suspenso após o episódio.
Atualmente, ela realiza tratamento no Centro de Reabilitação e Readaptação (CRER), em Goiânia, além de terapias complementares na rede particular. A rotina inclui fisioterapia, terapia ocupacional, hidroterapia, natação terapêutica e ecoterapia, enquanto mantém o foco na reabilitação e na tentativa de retomar seus projetos de vida.