“Muitas pessoas compravam os arquivos de pornografia infantil que ele comercializava”, diz delegada sobre caso de animador infantil preso no Antares
O vazamento de informações sigilosas prejudicou a investigação que levou à prisão de um animador de festas suspeito de crimes envolvendo exploração sexual de menores em Maceió.
De acordo com a Polícia Civil, um dos investigados apagou arquivos de dispositivos eletrônicos após tomar conhecimento da apuração, comprometendo parte das provas.
A delegada Talita Aquino afirmou que a divulgação antecipada interferiu diretamente na operação. Segundo ela, havia um planejamento para o cumprimento simultâneo de mandados, justamente para evitar a destruição de evidências.
Apesar disso, os policiais conseguiram identificar que arquivos foram excluídos na véspera da ação. Os equipamentos apreendidos passarão por perícia para tentar recuperar os dados.
A investigação começou há cerca de dois a três meses, com base em denúncias anônimas e troca de informações com outras forças de segurança. Segundo a polícia, o principal suspeito atuava como animador de festas, o que facilitava o contato com possíveis vítimas.
A Polícia Civil informou que as apurações continuam para identificar outras vítimas e possíveis envolvidos no caso.
