Após deixar o cargo, Cláudio Castro vai receber R$ 142 mil por férias não tiradas
Decisão foi publicada no Diário Oficial da União
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro teve autorizado o pagamento de R$ 142.871,84 pela conversão em dinheiro de férias não usufruídas durante o período em que ocupou cargos públicos. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (15) e partiu da Casa Civil do estado, poucos dias após a renúncia do ex-chefe do Executivo.
De acordo com o governo estadual, Castro acumulou 206 dias de férias não gozadas entre janeiro de 2019, quando assumiu como vice-governador, e março de 2026, quando deixou o cargo. O período equivale a seis meses e 26 dias. O processo administrativo foi aberto em 26 de março, apenas dois dias após sua saída, e inclui parecer jurídico, embora a documentação completa esteja sob sigilo.
Em nota oficial, a Casa Civil afirmou que a conversão de férias em pecúnia é um direito garantido a servidores públicos que não usufruíram dos períodos de descanso. O valor foi calculado com base no salário de Castro, que era de R$ 21.868,14 até março, conforme dados da transparência estadual.
Apesar da justificativa legal, o pagamento levanta questionamentos sobre o acúmulo de benefícios por autoridades públicas. O processo agora segue para liberação dos recursos, condicionada à disponibilidade orçamentária, em meio a críticas sobre prioridades no uso de verbas públicas.
