Após caso de racismo no Rio, advogada argentina vira alvo de acusação de roubo do ex
Ex-namorado afirma que veículo não foi devolvido após o término do relacionamento
A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, que ficou retida no Rio de Janeiro por três meses após episódio de racismo, foi acusada de roubo por um ex-namorado. O dentista Javier Zanoni, de 32 anos, afirmou que ela levou um carro, modelo Citroën Cactus, após o fim do relacionamento. A denúncia foi apresentada em um tribunal de La Banda, na província de Santiago del Estero, segundo o jornal “Clarín”.
De acordo com a defesa do dentista, foi enviada uma carta formal solicitando a devolução voluntária do veículo, mas não houve resposta. A advogada de Zanoni afirmou que o cliente foi paciente por causa da situação enfrentada por Agostina, mas decidiu procurar a Justiça para reaver o automóvel. A argentina nega a acusação e sustenta que o carro teria sido um presente de sua família, embora o veículo esteja registrado no nome do ex-companheiro.
Agostina já havia se envolvido em outra controvérsia ao ser acusada de injúria racial no Brasil, após fazer gesto considerado racista. Ela chegou a pagar fiança de R$ 97 mil e teve a tornozeleira eletrônica retirada antes de retornar à Argentina. No mesmo dia em que chegou ao país, o pai da advogada, Mariano Páez, foi filmado em uma boate fazendo gesto semelhante, o que gerou nova repercussão.
