O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (14) que o combate a organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) é uma responsabilidade do próprio Brasil. Segundo ele, o país conhece bem a atuação desses grupos e pretende enfrentá-los com base nas leis nacionais, incluindo a chamada Lei Antifacção, que deve fortalecer as ações do Estado contra o crime organizado. Lula ressaltou que essa é uma questão interna e não deve ser tratada como um problema de outros países.
A fala também reforça a posição do Itamaraty, que rejeita a proposta dos Estados Unidos de classificar essas facções como terroristas, por considerar que isso poderia abrir espaço para interferências externas. Enquanto a oposição critica essa postura, acusando o governo de ser brando com criminosos, Lula admite a possibilidade de cooperação internacional, principalmente em áreas como combate ao tráfico de drogas, armas e à lavagem de dinheiro.
