Girão diz que PT tenta barrar CPI do Crime Organizado com mudanças de membros
Senador do Ceará afirma que alterações têm "digital" do PT e visa retirar votos favoráveis
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a mudança de última hora de membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado. A alteração aconteceu pouco antes da leitura do relatório final, que pediu o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Em entrevista ao Agora Alagoas, o parlamentar afirmou que a substituições dos senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) pelos petistas Beto Faro (PA) e Teresa Leitão (PE) são "um desserviço para o Brasil".
Ainda segundo Girão, as mudanças apontam uma tentativa do PT e dos partidos do Centrão de barrar o relatório final, uma vez que Moro e do Val eram dois votos favoráveis à sua aprovação.
"É uma vergonha o que aconteceu aqui hoje. As digitais desse PT e do Centrão ficaram muito claras. São pessoas (Faro e Leitão) que nunca participaram dessa CPI", alerta. (0:38) "Fica feio com o parlamento, porque é um relatório técnico que pede o indiciamento desses poderosos", completa.
O relatório pede a investigação de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Paulo Gonet por crimes de responsabilidade vinculados ao escândalo do Banco Master. Além disso, o documento, que tem relatoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) ainda propõe a recriação do Ministério da Segurança Pública e recomenda a intervenção militar no Rio de Janeiro.
Também, o senador defende a suplementação de R$ 2,5 bilhões à PF e a votação de Projetos de Lei (PL) e Propostas de Emendas à Constituição (PEC) voltados à segurança pública.
