"Quem tirou o PT do poder? O único fui eu", diz Eduardo Cunha condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
O ex-presidente da Casa legislativa que o processo de impeachment da então chefe do Planalto Dilma Rousseff (PT), conduzido por ele em 2016.
Pré-candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais, Eduardo Cunha reivindicou a responsabilidade pela força atual da direita no país. Em entrevista ao jornal O Tempo, o ex-presidente da Casa legislativa que o processo de impeachment da então chefe do Planalto Dilma Rousseff (PT), conduzido por ele em 2016, alterou o rumo da política nacional e abriu caminho para a oposição da época chegar ao poder anos depois.
"Se eu não tivesse feito o impeachment, não teria existido (Jair) Bolsonaro presidente da República, e nenhum desses expoentes da direita que aí estão teriam hoje alguma proeminência", disse Cunha.
Na entrevista, o ex-deputado afirmou não se arrepender de abrir o processo de impeachment de Dilma e confirmou a intenção de usar essa experiência como trunfo para tentar retornar à Câmara no pleito deste ano. "Quem tirou o PT do poder? O único fui eu. Pode falar o que quiser [...] Sem o meu ato, nada teria ocorrido", finalizou Cunha.
