“Fumar cotonete” vira tendência entre jovens e especialistas disparam alerta
Prática libera substâncias tóxicas que são inaladas diretamente pelos pulmões
Uma prática alarmante tem ganhado espaço nas redes sociais e acendido o sinal de alerta entre especialistas: o chamado “fumar cotonete”. Embora muitos tratem o comportamento como brincadeira ou estratégia para ganhar curtidas, médicos são enfáticos ao afirmar que não existe qualquer efeito recreativo, apenas sérios riscos à saúde.
A prática consiste em queimar o algodão e a haste plástica do cotonete, liberando substâncias tóxicas que são inaladas diretamente pelos pulmões. Essa exposição pode causar irritações intensas nas vias respiratórias, crises de falta de ar e até quadros graves, como a pneumonia química, uma condição provocada pela inalação de agentes químicos nocivos.
Além dos danos internos, o risco de queimaduras no rosto e intoxicação também preocupa. A fumaça liberada contém compostos perigosos, capazes de afetar rapidamente o organismo. Especialistas destacam que fatores como curiosidade, pressão social e a busca por engajamento nas redes podem levar, especialmente jovens, a subestimarem os perigos envolvidos.
Diante da disseminação desse tipo de conteúdo, profissionais de saúde reforçam a importância da orientação de pais, responsáveis e educadores. O diálogo aberto e o acesso à informação de qualidade são fundamentais para prevenir comportamentos de risco e proteger a saúde de adolescentes no ambiente digital.
