Detentos do PSM 3 escrevem carta denunciando violações de direitos humanos em Maceió
O documento encerra com um pedido direto à OAB, às redes de televisão e a todos os órgãos de direitos humanos
Internos do Presídio de Segurança Máxima (PSM 3), em Maceió, produziram uma carta manuscrita denunciando graves violações de direitos humanos dentro da unidade. No documento, relatam que no dia 2 de abril familiares foram impedidos de entregar alimentação e que três dias depois, quando reeducandos pediram água, a resposta da administração foram mais de 12 disparos de balas de borracha contra os presos.
As condições de habitabilidade descritas na carta são críticas. Mais de 50 reeducandos estariam dormindo no chão, sem atendimento médico disponível à noite. Segundo os internos, qualquer intercorrência de saúde durante a madrugada é respondida com spray de pimenta. "Isso que está acontecendo é desumano", afirmam no texto.
Os detentos denunciam que a opressão é sistemática e vai além da violência física. A alimentação, segundo eles, falta com frequência e, quando é fornecida, chega em condições precárias. "Independente do que fizemos na rua, já estamos pagando. Será que é justo passarmos fome?", questionam na carta.
O documento encerra com um pedido direto à OAB, às redes de televisão e a todos os órgãos de direitos humanos. "Somos humanos e não bichos, e nem bicho merece isso aqui", escrevem. A carta é assinada coletivamente como PSM 3, com uma observação final que resume o clamor dos internos: "Só queremos nossos direitos."
