Logo
Dólar 4,98
Euro 5,87
Nublado Maceió: 28º
Política
ECONOMIA

Governo estuda liberar mais de R$ 10bilhões do FGTS para dívidas de cartão

A ideia, segundo integrantes da equipe do ministro Luiz Marinho, é estabelecer acordos com instituições financeiras para assegurar que os valores sejam utilizados especificamente para quitar esses débitos.

Marianna Carvalho

O Ministério do Trabalho e Emprego está preparando ao menos duas medidas provisórias com o objetivo de reduzir o nível de endividamento das famílias, envolvendo recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Uma das propostas prevê a liberação de aproximadamente R$ 10 bilhões do fundo, direcionados principalmente para o pagamento de dívidas de cartão de crédito. A ideia, segundo integrantes da equipe do ministro Luiz Marinho, é estabelecer acordos com instituições financeiras para assegurar que os valores sejam utilizados especificamente para quitar esses débitos.

Outra iniciativa defendida pelo ministro prevê a liberação de cerca de R$ 7 bilhões para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. Esse montante corresponde à diferença entre o valor retirado por meio do saque-aniversário e o saldo total disponível no FGTS de pessoas demitidas entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025. Esses recursos permaneceram bloqueados nas contas, e a proposta busca permitir o acesso a esse dinheiro como forma de aliviar a situação financeira dessa parcela da população.

Além dessas ações, o governo avalia outras estratégias dentro de um pacote mais amplo de combate ao endividamento. Entre elas, está a possibilidade de diferenciar o chamado “tigrinho” das apostas esportivas, liberando estas últimas sob regulamentação, enquanto o jogo específico seria alvo de restrições. Internamente, há o entendimento de que medidas econômicas já adotadas, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda, não têm impacto direto para muitas famílias, já que boa parte da renda está comprometida com dívidas e gastos com jogos. Em março, o percentual de famílias endividadas chegou a 80,4%, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

Receba notícias em seu WhatsApp
Participe da nossa comunidade