Desembargadora que votou sozinha contra absolvição de abusador de menina de 12 anos será homenageada
Magistrada será reconhecida após divergir em julgamento sobre estupro de vulnerável
A desembargadora Kárin Emmerich, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, será homenageada pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro com o conjunto de Medalhas Pedro Ernesto principal honraria da casa, após ganhar repercussão ao divergir em um julgamento de estupro de vulnerável. Ela foi a única a votar contra a absolvição de um homem acusado de abusar de uma menina menor de 12 anos.
No voto, a magistrada afirmou que os fundamentos apresentados reproduziam “um padrão de comportamento tipicamente patriarcal e sexista”. A divergência levou o caso à opinião pública e contribuiu para que a decisão fosse posteriormente revista.
“Sua coragem e compromisso com a defesa dos direitos humanos, especialmente dos mais vulneráveis, como as crianças, revelam a grandeza de sua atuação. Em um momento em que muitos poderiam se calar diante da pressão, ela não se intimidou em ser a única voz a se levantar em defesa de uma menina contra seus agressores”, afirmou a vereadora Tânia Bastos, uma das autoras da homenagem.
