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STF forma maioria para manter prisão de Daniel Vorcaro

A Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na Segunda Turma para manter a prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro, investigado em apuração conduzida pela Polícia Federal. O voto decisivo foi do ministro Kássio Nunes Marques, que acompanhou o relator do caso, André Mendonça, consolidando a maioria favorável à manutenção da medida. Antes dele, o ministro Luiz Fux também já havia seguido o entendimento do relator, defendendo que a prisão preventiva é necessária para preservar as investigações. A Segunda Turma do STF é composta ainda pelos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, mas Toffoli decidiu não participar da votação. Em seu voto, Mendonça reiterou os fundamentos da decisão que determinou a prisão no início de março e rejeitou os argumentos apresentados pela defesa do empresário. O ministro citou a descoberta de novas mensagens no celular de Vorcaro, incluindo conteúdos considerados violentos e ameaças de morte, além de possíveis ligações com milícias. Segundo o relator, os elementos reforçam a necessidade da prisão preventiva para evitar interferências nas investigações. Mendonça também contestou o argumento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que as mensagens seriam antigas e não representariam risco atual. O ministro destacou ainda que o crime de organização criminosa possui natureza permanente, o que, segundo ele, mantém a atualidade dos indícios. Na decisão, Mendonça também esclareceu que os efeitos da prisão deixaram de valer para Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, após a confirmação de sua morte. Vorcaro foi preso novamente no dia 4 de março, junto com outros aliados investigados por suposta tentativa de interferir nas apurações. De acordo com a Polícia Federal, o grupo teria buscado acessar informações sigilosas e intimidar jornalistas e adversários. Com a decisão da Segunda Turma, a prisão preventiva do empresário permanece válida enquanto as investigações continuam. Nos bastidores, investigadores avaliam que a manutenção da detenção pode aumentar a pressão por uma eventual colaboração premiada.  
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