“Após queda de Jair Bolsonaro, sistema político começa a isolar Lula”, diz analista político
O vereador de Erechim e pré-candidato a deputado federal pelo Rio Grande do Sul, Rony Gabriel, avalia que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro abriu espaço para uma reconfiguração mais ampla no tabuleiro político nacional, que agora começa a atingir diretamente o presidente Lula. Para ele, o sistema de poder não opera por ideologia, mas por conveniência.
Na leitura do analista, o rompimento do presidente da Câmara dos Deputados com lideranças tanto do PT quanto do PL simboliza esse reposicionamento. Rony sustenta que o centrão usa esquerda e direita como instrumentos alternados para manter o controle das estruturas do poder, descartando aliados quando deixam de ser funcionais.
Dentro dessa mesma lógica, ele afirma que o chamado “PL da Anistia” também passa a ser utilizado como ferramenta de pressão cruzada: serve como ameaça sobre a direita e, ao mesmo tempo, como instrumento de desgaste contra a esquerda. “É uma engrenagem que se alimenta do conflito permanente”, resume.
Para o vereador, o movimento que agora se desenha já vinha sendo antecipado por setores da direita: a retirada de Bolsonaro do jogo não encerraria a crise política, mas abriria caminho para o isolamento gradual de Lula. O aumento das tensões no Senado Federal, os conflitos com o Planalto e até disputas em torno de indicações ao Supremo Tribunal Federal reforçam, segundo ele, a percepção de que o sistema começa, também, a descartar o atual presidente.
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