Mãe denuncia creche após filho autista de 5 anos voltar para casa com hematomas
A mãe de um menino de 5 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), denunciou o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Graciliano Ramos, em Maceió, após o filho voltar para casa com hematomas no rosto. Segundo Fernanda Castelo, nada do que viu no menino condiz com a explicação repassada pela unidade. A família acionou advogado, registrou Boletim de Ocorrência e exige esclarecimentos.
Fernanda afirma que só recebeu uma imagem das câmeras internas da creche — e que o conteúdo estaria incompleto. “Recebemos uma imagem cortada, onde meu filho cai. A profissional chega lentamente até ele e se abaixa para pegá-lo, não temos mais imagens. A imagem é cortada. Onde o meu filho caiu, não existe a famosa parede onde ele bateu a testa”, relatou. A mãe reforça que conhece bem o espaço físico da unidade porque, durante dois meses, atuou como auxiliar voluntária do próprio filho dentro da creche. Por isso, segundo ela, o vídeo apresentado não corresponde ao ambiente que ela acompanhou por semanas. O advogado da família esteve na creche, reuniu-se com a direção e teve acesso às imagens disponibilizadas. Além disso, solicitou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta da equipe e esclarecer o que ocorreu no pátio da unidade. “Eu quero uma resposta e uma justiça pelo meu filho. Meu filho não fala, eu preciso saber o que aconteceu com ele naquela manhã”, desabafou Fernanda, emocionada. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) confirmou que, na terça-feira (11), a criança tropeçou e caiu no pátio do CMEI. De acordo com a pasta, o menino foi socorrido imediatamente pela Profissional de Apoio Escolar (PAE) responsável por acompanhá-lo. A SEMED afirma que a queda foi acidental e que tudo foi registrado pelas câmeras do local. As imagens, segundo a secretaria, já estão em posse do órgão. A pasta também reforçou que lamenta o ocorrido e que continua prestando assistência à família. A Polícia Civil deve analisar o caso após o registro do Boletim de Ocorrência feito pelos pais.Receba notícias em seu WhatsApp
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