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Hugo Motta quer votar PEC da Segurança e projeto antifacção até o fim do ano

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (31) que pretende encerrar o ano com a votação da PEC da Segurança Pública e dar prioridade ao projeto do governo federal contra as facções criminosas. Em entrevista, Motta disse que o relatório da proposta será analisado pela comissão especial em 4 de dezembro e, em seguida, levado ao plenário. Segundo o parlamentar, o objetivo é acelerar a tramitação de medidas voltadas ao enfrentamento do crime organizado. O Ministério da Justiça, comandado por Ricardo Lewandowski, prepara um texto próprio sobre o tema, o chamado “projeto antifacção” , que deve endurecer penas contra organizações criminosas. A proposta está em análise pela Casa Civil e pode ser enviada ainda nesta sexta ao Congresso. Motta afirmou que conversou com Lewandowski e garantiu que a Câmara dará prioridade à proposta. “Nós não vamos recuar. Temos que ser firmes nesse enfrentamento, e isso requer coragem e desprendimento político”, declarou. Ele também comentou o projeto relatado por Guilherme Derrite (PL-SP), que equipara facções criminosas a organizações terroristas, tema que divide governo e oposição. O presidente da Câmara defendeu ainda mudanças no sistema eleitoral como forma de impedir a influência do crime organizado na política. Segundo ele, modelos como o voto distrital misto e o voto em lista poderiam evitar o financiamento ilegal de campanhas. “Se não fizermos isso, teremos amanhã o presidente da Câmara financiado pelo crime”, alertou.
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